Moradores da favela da Estrutural, em Brasília, convivem com mazelas como um lixão e baixos níveis de renda, saneamento e serviços / Wilson Dias/Agência Brasil

 

Apesar da queda da extrema pobreza nos últimos 25 anos, planeta ainda tem 766 mi de pessoas vivendo com menos de US$ 1,9.

O Brasil é o 10oº pior país do mundo em termos de desigualdade de renda. É o que aponta o mais novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgado mundialmente nesta terça-feira (21).

Entre os elementos de destaque, o documento demonstra que, apesar de ter ocorrido uma redução de 35% para 11% da extrema pobreza nos últimos 25 anos, o planeta ainda tem 766 milhões de pessoas vivendo com menos de 1,90 dólares por dia. Enquanto isso, 1% da população mais abastada do globo concentra 46% da riqueza mundial. Os dados se referem a estatísticas de 2015.

De acordo com o documento, as desigualdades sociais, étnicas e de gênero continuam sendo alguns dos maiores entraves ao desenvolvimento da humanidade.

“Isso acontece porque muitos grupos têm sido excluídos historicamente dos resultados positivos do desenvolvimento”, assinalou o representante residente do PNUD no Brasil, Niky Fabiancic, durante entrevista coletiva concedida à imprensa nesta terça (21) em Brasília. Ele acrescentou que habitantes das zonas rurais, minorias étnicas, migrantes, população LGBTI, refugiados e mulheres figuram entre os grupos mais vulneráveis e que sofrem em maior medida com as crises mundiais. Os indígenas, por exemplo, representam apenas 5% da população do globo, mas correspondem a 15% das pessoas que vivem na pobreza.

Fonte: Brasil de Fato e MAISFM