Fonte: Conexão Planeta

O Brasil ainda está muito longe de pensar em um futuro, ou sequer, um presente elétrico. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVS), em 2018, apenas 0,02% da frota de 2 milhões de automóveis do país era movida por esse tipo de energia. Em números reais, isso significa algo em torno de 8 mil unidades, incluindo aí carros, ônibus e caminhões.

Até hoje, não houve vontade do governo federal em estimular o consumidor a trocar os veículos (poluentes) movidos a diesel e a gasolina pelos elétricos, ao contrário de um movimento que ganha cada vez mais espaço ano a ano no mundo.

Atualmente, no Brasil, os modelos com tecnologia elétrica disponíveis no mercado têm um custo altíssimo. Os preços dos mais baratos variam entre R$ 150 mil e R$200 mil.

Mas o governo do Paraná quer mudar esse cenário. Na semana passada, o governador Carlos Massa Ratinho Jr. anunciou o envio para a Assembleia Legislativa de um projeto de lei para zerar a alíquota do IPVA para usuários de carros elétricos. Além disso, ele mandou um pedido ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) solicitando a isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na aquisição dos veículos elétricos.

Atualmente os paranaenses pagam uma alíquota de 3,5% de IPVA. “A ideia é diminuir cada vez mais o preço dos veículos elétricos e torná-los mais acessíveis à população”, disse Ratinho Jr. “Estamos trabalhando antenados naquilo que o mundo vem fazendo. A busca de soluções sustentáveis é uma realidade com o uso de carros que poluem menos”, enfatizou.

Previsões de especialistas apontam que, globalmente, o número de carros elétricos nas ruas triplicará nos próximos dois anos. Segundo a International Energy Agency (IEA), a expectativa é que aconteça um salto de 3,7 milhões de veículos para 126 milhões em 2030.

Em 2017, mais da metade das vendas deste tipo de carro ocorreu na China, que deve se manter o líder da demanda na próxima década. Em seguida, estão os americanos. Para combater a poluição no país, que atinge níveis alarmantes e provoca milhares de mortes, o governo chinês lançou uma série de incentivos para a compra de automóveis elétricos, entre eles, uma taxa de 10% de desconto até 2020.

No ano passado, o Brasil ganhou a primeira rodovia com pontos para recarga de carros elétricos, um trecho de 430 km, com seis postos de recarga gratuita entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Os postos estão localizados a uma distância de cerca de 122 km entre eles, nas cidades de Guararema, São José dos Campos, Guaratinguetá e Queluz (todas no estado de São Paulo) e Piraí, no Rio de Janeiro.

A iniciativa é das empresas BMW Brasil e Energias de Portugal (EDP), parceiras neste projeto.

O tempo estimado para uma recarga de 80% da bateria é de 25 minutos. Dois automóveis podem ser recarregados ao mesmo tempo em cada posto.

O Paraná também já tem uma “eletrovia”. São oito postos com recarga elétrica na BR-277, ligando Paranaguá, no litoral, a Foz do Iguaçu, no oeste do estado.

 

 

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