OS PILARES DA SUSTENTABILIDADE DAS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL

 

Por Dr. José Carlos Soares

 

Todas OSCs buscam sua sustentabilidade, no entanto, poucas a conseguem, e para alcançar a tal sustentabilidade se faz necessário que se faça o planejamento, a gestão e a avaliação.

A sustentabilidade requer sistemas de planejamento, gerenciamento e avaliação.

Quando há planejamento os dirigentes podem visualizar as necessidades e os desafios a serem enfrentados de forma antecipada.

Com a utilização das ferramentas adequadas, a gestão proporciona uma visão clara como administrar:

  • Projetos
  • Equipes de trabalho
  • Os recursos
  • O Cronograma de trabalho

Por seu turno, a avaliação, sendo feita de forma clara e honesta, aponta o que deu certo e o que tem que ser mudado, mas infelizmente poucas OSCs fazem esse exercício de autoavaliação.

Para maior transparência após a avaliação devem as OSCs dar publicidade dos seus resultados obtidos com a execução do projeto.

A título de exemplo cito:

Quantos de nós já fomos convidados para participar de um jantar de um bingo ou até mesmo de um bazar, e lá comparecemos, contudo, depois do evento não ficamos sabendo o quanto foi arrecadado, onde o valor arrecadado será aplicado.

A alegação de que não se faz necessário o planejamento a gestão e a avaliação é uma constante, pois a “justificativa” é de que todos sabem que o trabalho da OSC é para contribuir para causa por ela defendida.

É sabido que todas as OSCs devem controlar suas receitas e as suas despesas sejam elas fixas ou variáveis, seus controles fiscais, que devem fazer um trabalho preventivo evitando ações trabalhistas, sejam elas de funcionários ou de “voluntários”, que extrapolando ao acordado no termo de voluntariado exercem o seu trabalho como se fossem funcionário da entidade, e o que é pior muitas vezes por determinação ou permissão dos próprios dirigentes da OSC.

Muitos podem alegar que a sua OSC é pequena e não precisa de tantos controles, mas certamente a OSC vai crescer e aí surgirão mais coisas a serem gerenciadas mais projetos, mais pessoas um fluxo maior de receita.  E com a arrecadação maior, as obrigações também crescerão na mesma medida.

Para que a sua OSC possa ter uma vida longa, tranquila e sustentável se faz necessário ter um bom planejamento, uma gestão clara que defina responsabilidades, que se faça uma avaliação clara e honesta como aqui dito, para que assim se aprenda com os erros e aperfeiçoe o que deu certo.

Quando se executa um bom planejamento, se faz uma boa gestão e se apresenta os resultados após a avaliação, a maior beneficiada é a própria organização, já que seus doadores e apoiadores terão a certeza que seus recursos estão sendo bem utilizados, e continuarão a apoiá-la.

Sucesso a todos!

 

Dr. José Carlos Soares, Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Itu- e Pós-Graduado em Aspectos Sócio Econômicos da América Latina e o Mercosul pela UNISO – Universidade de Sorocaba. Advogado Militante há 28 anos, Especializado em Direito do Terceiro Setor. Ocupou o Cargo de Vice-Presidente da Comissão do Terceiro Setor da 24ª Subsecção da OAB de Sorocaba/SP. Ministra Cursos e Palestras sobre os Seguintes Temas: Captação de Recursos, Fundação e Legalização de ONG e OSC, Voluntariado, Elaboração de Projetos, Responsabilidade Social Empresarial, Gestão, Aspectos Trabalhistas para Terceiros Setor. Autor do Manual “Como Fundar Uma ONG Passo a Passo”. E-mail: terceirosetorlegal@gmail.com .